Três romances para descobrir o Sul da França

Viajar sem sair de casa

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Tempo de leitura: 0 minPublicado em 17 abril 2020

Da Provence à Occitânia, o Sul da França sempre inspirou escritores... Graças à magia da literatura, passeamos com Jean Giono nos campos de lavanda, com Franck Bouysse na região das Cévennes e com Marcel Pagnol no Maciço do Garlaban. Tantas experiências para viver de casa, seguindo os passos dos autores de ontem e de hoje, enquanto se preparam para vir à França…

Jean Giono, O Homem Que Plantava Árvores (1953)

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Aqui está um livro que todos deveríamos estudar na escola! Neste conto, o pastor solitário Elzéard Bouffier planta cuidadosamente carvalhos todos os dias, num canto um pouco desértico da Provence, onde só cresce lavanda. Dia após dia, sem desanimar nem procurar a admiração de seus vizinhos, Elzéard Bouffier planta árvores. Esse conto sublima as paisagens da Provence, elogia o esforço desinteressado e questiona o lugar do Homem na Natureza. Leitura indispensável.

Franck Bouysse, Aumentar O Céu (2014)

Aqui estamos no coração das Cévennes, onde os homens são tão duros quanto a terra que trabalham. Aqui vive Gus, um camponês silencioso e solitário, cuja vida inteira é ritmada por seus animais. Aqui também vive seu vizinho, Abel. "Engrossar O Céu" (Grossir le ciel) é uma homenagem à natureza selvagem, a uma geração de camponeses que está desaparecendo aos poucos, à solidão contemplativa que só estes grandes espaços podem oferecer. É também um verdadeiro Roman Noir, com muito suspense. Uma história fascinante que tem a região das Cévennes como protagonista.

Marcel Pagnol, A Glória Do Meu Pai (1957)

O primeiro volume das Memórias de Infância do escritor começa em Aubagne. A Glória do Meu Pai (La Gloire de mon Père) conta sua infância em Marselha, as férias da família em La Bastide Neuve, no vilarejo de La Treille (hoje um bairro do 11º arrondissement de Marselha), e propõe uma escapada no Maciço de Garlaban. Essa história é feita de professores de áreas rurais, de caças à perdiz, de maciços rochosos, de cantos secretos da Garrigues e de grutas misteriosas. Este perfume de infância e nostalgia será completado, alguns anos mais tarde, pelos volumes seguintes: O Castelo Da Minha Mãe (Le Château de ma mère) (1957), O Tempo Dos Segredos (Le Temps des secrets) (1960) e O Tempo dos Amores (Le Temps des amours) (1977).

Por Caroline Revol-Maurel

Como uma jornalista apaixonada pela natureza selvagem, viagens e música rock, escrevo sobre urubus assim como sobre Lou Reed. Muitas vezes sou acompanhada por duas meninas de forte senso crítico. https://twitter.com/Caroline__Revol