3 dias para descobrir os castelos do Loire no outono

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Vale do LoireCultura e Patrimônio

Dorian Mongel - Unsplash
© Dorian Mongel - Unsplash

Tempo de leitura: 0 minPublicado em 15 outubro 2026

Com a chegada do outono, que tal aproveitar uma pausa para explorar os vestígios do Renascimento no Vale do Loire? No roteiro: castelos renomados para visitar, sabores regionais à mesa, vinhos locais para degustar e um tranquilo passeio a bordo de uma embarcação tradicional... Confira nossa seleção feita sob medida.

Dia 1: medição de temperatura em Orléans, Meung-sur-Loire e Combleux

Recém-chegados a Orléans, dirigimo-nos diretamente ao Office de Tourisme para um encontro com o Renascimento na antiga cidade real. Entre os nossos destaques favoritos, estão as belas casas em enxaimel, as fachadas renascentistas, os motivos de inspiração italiana, o Hôtel Groslot e a suntuosa Catedral de Sainte-Croix.

Na hora do almoço, chega a dica em nosso ponto eletrônico: o restaurante La Chancellerie desperta o paladar e aquece o coração. Seguimos para a Place du Martroi. Na refeição, devoramos o prato de frutos do mar. Simples, delicioso e certeiro.

Em seguida, retomamos o caminho rumo ao porto de Combleux. Ao chegar, embarcamos em um barco tradicional do Loire com Eric, da Escapades Ligériennes. O tempo está bom, com uma temperatura agradável; a água nos embala, nós respiramos...

De volta a terra firme, seguimos rumo a Meung-sur-Loire para uma visita dedicada aos botânicos do Renascimento no Jardin-Arboretum d'Ilex. É a oportunidade perfeita para admirar as cores do outono e entrar (um pouco) em contato com a natureza.

Ao cair da noite, ficamos na cidade e nos instalamos no charmoso restaurante À la Maison. Ali, a mistura de antiguidades e modernidade confere ao ambiente uma atmosfera muito acolhedora. E o que dizer dos pratos? Delicadamente apresentados, cada um possui sua própria personalidade. Adoramos o tartare cortado na faca. Que originalidade!

Dorian Mongel
© Dorian Mongel

Dia 2: visita real a Chambord e Blois

Novo dia, nova região! É hora de conhecer os castelos do Vale do Loire. E por que não começar por Chambord, na essência do Renascimento e, acima de tudo, o QG de Leonardo da Vinci? Idealizado por Francisco I, este é, sem dúvida, o mais majestoso dos Castelos do Vale Loire. Em seu interior, os 60 cômodos são um exemplo de bom gosto e proeza arquitetônica: a escadaria de dupla hélice, a salamandra no teto, os apartamentos grandiosos, os jardins em estilo francês... Tudo é belíssimo!

Depois de encher os olhos com tanta beleza, seguimos para Cour-Cheverny, no Domaine des Huards. Foi a oportunidade de degustar ótimos vinhos da região, visitar os vinhedos de um casal de viticultores muito simpático e beliscar alguns produtos locais de qualidade... Destaque especial para as rillettes (patê da região).

À tarde, seguimos rumo a Blois. Lá, nos deparamos com uma outra forma de cultura na Fondation du Doute — um espaço singular e original, idealizado pelo famoso artista Ben, onde cada pequeno detalhe da vida, o humor e as ideias ganham importância. Mais de 50 artistas contemporâneos compartilham o local, e vale muito a pena conferir.

Mais tarde, continuamos nossa escapada pelo Vale do Loire, visitando um de seus castelos mais emblemáticos: o Castelo Real de Blois. Classificado como monumento histórico desde 1845, ele é um dos poucos castelos que foram, de fato, habitados pelos reis e rainhas da França. Durante a visita, impressionam-nos os 17 cômodos dos aposentos reais e a história tumultuada da corte, marcada por dramas, intrigas e jogos de poder... Uma verdadeira novela.

À noite, recuperamos o fôlego após tantas emoções indo jantar no bistrô do Hauts de Loire, em Onzain. O estabelecimento está aninhado em meio a muito verde, dentro de uma residência magnífica do século XIX. No cardápio, experimentamos a especialidade local: a beuchelle à la Tourangelle, um prato à base de rins de vitela, tudo enriquecido com creme e manteiga. Uma delícia!

Dia 3: apoteose no Castelo de Amboise e no Clos Lucé

Como é o último dia, encerramos nossa viagem com uma visita guiada a dois castelos grandiosos do Vale do Loire: o Castelo de Amboise e o Castelo do Clos Lucé. Estamos muito animados!

Bem cedo, partimos rumo a Amboise, palácio dos reis da França durante o Renascimento e local de sepultamento do gênio Leonardo da Vinci. Mais do que um castelo imponente com vista para paisagens declaradas Patrimônio Mundial da Humanidade, o local nos encanta graças a uma visita imersiva realizada com o Histopad — um tablet digital que nos permite percorrer as salas do castelo, apresentando, a cada passo, reconstituições históricas que abrangem o passar dos séculos.

Em frente fica o castelo de Clos Lucé. Antes de chegar lá, fazemos uma parada para almoçar no Maître d’art, conhecido por sua excelência no preparo de quiches e doces. Nem é preciso dizer que, para aproveitar os sabores do outono, escolhemos a quiche do mercado e a rabanada de brioche com caramelo…

É oficial: a jornada está chegando ao fim, faltando apenas o ponto alto: conhecer a última residência oficial de Leonardo da Vinci, o famoso Château du Clos Lucé! Situada no alto de uma pequena colina, a construção — feita de tijolos cor-de-rosa e pedra de tufo, erguida sobre fundações galo-romanas — nos encanta.

Durante a visita, nosso guia nos revela que foi entre estas paredes que o gênio buscou inspiração para criar suas maquetes mais ousadas, bem como para atender a diversas encomendas reais — como a escadaria de dupla hélice do Castelo de Chambord ou a rede de canais e eclusas destinada a conectar o Vale do Loire à região de Lyon. Destaque especial para o ateliê do pintor e para a biblioteca, repleta de obras antigas…

Depois de percorrer a propriedade e observar os mínimos detalhes do local, chega a hora de dizer adeus. Com a mente repleta de imagens, fazemos o caminho de volta, sem pressa, rumo à Estação de Amboise. Voltaremos!

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Por Rédaction Explore France

La rédaction d'Explore France suit les tendances et l'actualité de la destination pour vous parler d'une France qui innove et revisite ses traditions. Des histoires et des talents qui donnent envie de (re)découvrir nos territoires.

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