6 lugares imperdíveis em uma visita a Arras

Joia arquitetônica do norte

Altos da FrançaCultura e PatrimônioCidades

La Plaza de los Héroes en Arras, en Altos de Francia
© Production Perig / AdobeStock

Tempo de leitura: 0 minPublicado em 7 agosto 2026

Como deixar de visitar Arras, joia histórica da região de Hauts-de-France situada a 45 km de Lille? Com ​​225 edificações tombadas como monumentos históricos, a cidade ostenta a maior densidade de monumentos da França. Vamos descobrir esses tesouros da arquitetura do norte, da Grand Place à Cidadela, passando pelo campanário — inscrito na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. E, claro, sem esquecer de saborear um waffle e de relaxar na natureza ao redor...

Viagem no tempo na Place des Héros

Bas van Oort 2019
© Bas van Oort 2019

Fachadas elegantes, com frontões de volutas, ladeiam a Grand-Place e as praças da Vacquerie e dos Héros. Na esquina desta última, o Timescope — um dispositivo de realidade virtual — transporta o visitante para a praça na época da Alta Idade Média, quando as casas eram de madeira. No número 50, a confeitaria Thibaut produz "ratos" de chocolate. "Quando os franceses tomarem Arras, os ratos comerão os gatos", dizia-se antes da conquista da cidade por Luís XIII.

Vista panorâmica do topo do campanário

AdobeStock / Laurent_RD
© AdobeStock / Laurent_RD

No térreo da prefeitura, junto à torre do sino (beffroi) do século XV, os gigantes Colas, Jacqueline e Dédé, além do Ami Bidasse, fazem a guarda. Após o elevador, os quarenta degraus de uma escada metálica em espiral, que passa diante dos sinos, dão acesso ao primeiro nível da torre. A 55 metros acima da cidade, avistam-se, entre as áreas arborizadas, a necrópole de Notre-Dame de Lorette — o maior cemitério militar francês — e uma pilha de rejeitos da bacia mineira, elemento emblemático da região de Hauts-de-France.

Endívias, corações, camarões e libouli na feira...

P.Brunet
© P.Brunet

O que se encontra nas bancas do mercado de Arras? Há endívias, é claro! Mas elas acabam ficando em segundo plano às quartas e sábados, em meio aos morangos de Wanquetin, às aves vivas, aos peixes e crustáceos vindos de Boulogne, as terrines, aos cremosos queijos Cœurs d’Arras (Corações de Arras) e às tortas libouli dos queijeiros. Caminhando pelo calçamento das três praças onde o mercado acontece, pode-se saborear um waffle com açúcar mascavo enquanto se descobrem os produtores locais e os sabores regionais que eles oferecem. A convivência e o prazer gastronômico marcam presença, proporcionando um momento delicioso e cheio de bom humor.

A arte feminina no Museu de Belas Artes

P. Brunet
© P. Brunet

O Museu de Belas Artes ocupa uma parte da Abadia de Saint-Vaast que remonta ao século XVIII. Os Mays (pinturas) oferecidas à Catedral de Notre-Dame de Paris pelos ourives parisienses no século XVII impressionam por suas dimensões. As paisagens da Escola de Arras, formada em torno de Camille Corot entre 1840 e 1880, encantam tanto quanto as telas de Virginie Demont-Breton ou de Rosa Bonheur.

É também uma oportunidade para descobrir as delicadas porcelanas de Arras e de Tournai, ou ainda as coleções de esculturas, tapeçarias e outras peças de mobiliário. Distribuídos por três andares, os 6.000 m² deste museu o levarão da arte medieval à pintura flamenga, chegando até a arte gráfica.

Subterrâneos transbordando de emoção

 M. Harmel 2019
© M. Harmel 2019

O subsolo calcário de Arras é atravessado por galerias subterrâneas, como se pode ver nas Boves — abertas ao público sob o campanário. De forma ainda mais impactante, a Pedreira Wellington (Carrière Wellington) faz reviver, a vinte metros de profundidade, os feitos dos mineiros neozelandeses. Eles escavavam secretamente para que, em abril de 1917, 24.000 soldados pudessem surgir nas linhas inimigas. O local tornou-se, ao mesmo tempo, um espaço de visitação subterrânea e um memorial imprescindível da região.

Descobrir Boves Visitar a Carrière Wellington

Circuitos de arvorismo na Cidadela Vauban

Yannick Cadart CD62
© Yannick Cadart CD62

Outrora apelidada de "A Bela Inútil", a Cidadela é o pulmão verde da cidade. É possível encontrar cervos ao caminhar pelo entorno dos fossos. Pode-se praticar tirolesa ao longo dos baluartes e encontrar a antiquíssima Capela de São Luís, bem como um afinador de queijos e uma casa de mel.

Rica em história e evolução, esta cidadela encomendada por Luís XIV foi desmilitarizada e, desde 2008, figura na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Local que preserva a memória de seu passado militar, mas que é também, simultaneamente, um espaço natural e urbano, a cidadela de Arras agradará a qualquer visitante, independentemente do que ele procure.

Citadelle Vauban de Arras

Lojas antenadas com as últimas tendências

Aliette DC
© Aliette DC

Cenário do livro "La liste de mes envies" (A lista dos meus desejos), Arras está repleta de lojas simpáticas e tentadoras. Um destaque especial é a Grand Librairie (Grande Livraria), onde uma figura gigante de 6 metros de comprimento repousa sobre as estantes. É a maior livraria do departamento de Pas-de-Calais, com um acervo de 100.000 títulos. Apaixonado por sua cidade, o proprietário Arnaud Derville desperta também a vontade de visitar a padaria de Vidocq ou a casa de Robespierre!

Dicas e sugestões : Durante sua visita a Arras, opte por formas de mobilidade sustentável para se locomover. A cidade disponibiliza o "Ma Citadine", um transporte elétrico gratuito que permite circular por todo o centro. Também estão disponíveis os "Noctibus" à noite, nos fins de semana, para quem deseja sair mais tarde.

Saiba mais : - Organizar sua estadia com as informações do Office de Tourisme d'Arras - Esprit Hauts-de-France

Por Aliette de Crozet

Quand on est curieuse et gourmande, arpenter la France c’est du bon sens.