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30o aniversário da descoberta da AIDS: o estado da epidemia
Dia 5 de junho de 2011 marcará os 30 anos do descobrimento da AIDS. A França é um dos países europeus mais atingidos pela doença, juntamente com a Espanha e a Itália. A cada ano, contam-se mais de 7 mil novas infecções e de 40 a 50 mil pessoas ignoram estarem infectadas. Para desacelerar a progressão da epidemia e ajudar no progresso da pesquisa, o Governo desenvolveu um Plano Nacional de Luta contra a AIDS e as DST no período 2010-2014.
Sob a tutela do Ministério do Trabalho, do Empregoi e da Saúde, o plano HIV/DST inclui a organização de uma campanha nacional de prevenção. Também as associações já poderão oferecer testes de detecção. Para tentar reduzir a mortalidade devida ao vírus e combater as outras DSTs, o plano estimula a pesquisa. A França previu aplicar 1,08 bilhões de euros em 3 anos no Fundo Mundial de Luta contra a AIDS, a Tuberculose e a Malária. Assim, ela continua sendo o principal país europeu na luta contra a AIDS e o segundo mundial, depois dos Estados Unidos.
Atualmente, os pesquisadores desejam encontrar um tratamento que permita simplificar a triterapia, para torná-la mais eficaz e menos contrangedora. Apesar dos progressos alcançados nos último dez anos, o tratamento oferecido não é infalível e é preciso encontrar uma solução para tratar dos 5 a 6 % dos seropositivos que não reagem à terapia. A pesquisa concentra-se também nas vacinas. Os pesquisadores tentam elaborar uma vacina terapêutica destinada às pessoas infectadas, bem como uma vacina preventiva que permita proteger-se do vírus. Nesta área, as pesquisas de ponta levadas adiante pelo Instituto Pasteur trazem boas esperanças.
Para ser eficaz, é essencial a colaboração entre os diferentes especialistes. O Grupo de Reflexão sobre a AIDS do Instituto Pasteur atende a esta necessidade. Garante as trocas de informação entre os clínicos, os especialistas no vírus e os imunologistas. O Instituto Pasteur é amparado por outros organismos, como a Agence Nationale de Recherches sur le Sida et les hépatites virales (Agência Nacional de Pesquisas sobre a AIDS e as Hepatites Virais). A ANRS ajuda no financiamento dos programas de pesquisa e de prevenção e organiza colóquios e iniciativas nos países em vias de desenvolvimento. As associações desempenham também um papel importante na luta contra a AIDS. Elas entram com 50% do financiamento dos programas científicos. Ajudam os doentes e as famílias no seu dia-a-dia. Organizam coletas de doações e promovem ações de prevenção. Em 2010, o Sidaction obteve 5,2 milhões de euros para a pesquisa e os doentes.
Apesar do avanço nos tratamentos, não se encontrou nenhum meio de curar a AIDS. O melhor jeito de se proteger continua sendo o preservativo. Hoje, 150 mil pessoas, dentre as quais 48 mil mulheres, vivem com o HIV na França, e a doença ainda provocou 1.700 mortes em 2009.






