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Émile Zola (1840 - 1902)
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Émile Zola e Jeanne Rozerot
© RMN-Grand Palais (musée d'Orsay) / Hervé Lewandowski
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Émile Zola
© RMN-Grand Palais (musée d'Orsay) / Hervé Lewandowski
Principal expoente dos escritores naturalistas, defensor de Dreyfus, Émile Zola deixou para a posteridade uma obra gigantesca, A saga dos Rougon-Macquart, ou História natural e social de uma família no segundo Império. Parisiense, órfão quando muito jovem de seu pai de origem italiana, Zola cresceu na cidade de Aix-en-Provence, tendo sido muito próximo de Cézanne. Em 1858 integra o liceu Saint-Louis em Paris, mas posto que não obtém êxito no exame baccalauréat, opta por um emprego na editora Hachette, da qual torna-se diretor de publicidade de 1862 a 1866, o que abrirá as portas do mundo literário para si.
O projeto Rougon-Macquart teve início em 1868, quando estava mergulhado em plena leitura da obra de Taine e da Comédia Humana de Balzac. Já havia escrito diversos romances, entre eles La Confession de Claude (1865), Le Vœu d'une morte (1866), Thérèse Raquin (1867) e Madeleine Férat (1868), e buscava naquele momento construir uma obra original, que não se espelhasse em Goncourt ou Flaubert. Zola tem então a ideia de pintar o retrato de "uma só família, mostrando como um grupo de pessoas evolui dentro de um determinado sistema social". Esse formidável projeto resultará na divisão da árvore genealógica desta família em dois ramos: a legítima e a adúltera, a oficial e a marginal. L'Assommoir (A Taberna), escrito em 1877, faz dele o mais famoso escritor de sua época.
O caso Dreyfus preenche os últimos anos da vida de Zola. Condenado a um ano de prisão depois da publicação em 1898 de seu artigo "J'accuse" no jornal L'Aurore, Zola decide exilar-se na Inglaterra até o segundo processo Dreyfus (1899). De volta a Paris, morre asfixiado. Não descartou-se a possibilidade de um crime estar por trás de seu falecimento, mas nada foi provado.










