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Aristide Briand (1862-1932)
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Aristide Briand
Aristide Briand. © Wikimedia
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Aristide Briand
© RMN-Grand Palais / Agence Bulloz
Adepto da reconciliação franco-alemã, Aristide Briand demonstra ser um fervoroso defensor da paz na Europa no período que decorreu entre as duas Guerras Mundiais.
Filho do dono de um café em Saint-Nazaire, advogado e depois jornalista, co-fundador com Jean Jaurès do Partido Socialista francês (1901), depressa é reconhecido pelos seus dotes oratórios e pela sua forte personalidade. Entra na Câmara em 1902 e é relator da célebre lei de 1905 referente à separação entre as Igrejas e o Estado, cuja aplicação assegura como ministro da Instrução pública e dos Cultos nos governos de Sarrien e de Clemenceau (1906-1909). Tem nessa altura uma carreira extraordinária, na qual assume 23 vezes o cargo de ministro (17 das quais o de ministro das Relações Exteriores) e 11 vezes o cargo de presidente do Conselho.
Precursor da expedição de Salónica e da frente dos Bálcãs durante a Primeira Guerra mundial, preside em 1921 as Compensações Internacionais subseqüentes à guerra e passa a ter a partir de 1925 uma audiência internacional na tribuna da Sociedade da Nações, criando múltiplas ocasiões para a paz ser consolidada: pacto de Locarno de 16 de outubro de 1925, encontro em 1926 com Stresemann em Thoiry, renúncia à ocupação da Renânia cinco anos antes do seu termo, pacto Briand-Kellog assinado em agosto de 1928. Em setembro de 1929, bastante antes de Jean Monnet, lança a idéia dos Estados-Unidos da Europa e da união federal européia. No entanto, derrotado por Paul Doumer na eleição presidencial de 1931, Aristide Briand retira-se em 1932, ano que foi igualmente o da sua morte.









