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O concurso geral: a excelência recompensada
Instituído em 1744, o concurso geral distingue e recompensa a cada ano os melhores alunos dos liceus de ensino geral, tecnológico e profissional.
O que há em comum entre Baudelaire e Robespierre? Louis Pasteur, Roland Barthes e a atriz Jeanne Balibar? Antes de entrar para os manuais de história, todos eles foram vencedores do concurso geral.
Criado sob o reinado de Luís XV pelo padre Legendre, o concurso geral premia os melhores alunos do secundário desde 1744. Na época, as provas eram feitas só pelos rapazes vindos dos melhores liceus de Paris. O Concurso Geral, porém, evoluiu com seu tempo e se abriu no período de entre-guerras à província e às meninas (1924), e depois às disciplinas tecnológicas (1981) e aos cursos profissionais (1995).
A cada ano, os professores das duas últimas séries dos liceus, públicos ou particulares, e os professores dos liceus franceses do mundo inteiro ministram esta prova aos melhores alunos. Já nos meses de março ou maio, os candidatos prestam as provas do concurso geral, consideradas mais difíceis e mais longas do que as do Bacharelado.
O concurso organiza-se ao redor de 36 disciplinas gerais e tecnológicas e 18 matérias profissionais: Artes Plásticas, Educação Musical, Química, Trabalhos Artísticos, Construção, Moda etc. As línguas vivas também têm um lugar de destaque, sendo o chinês, o árabe e o hebraico as últimas a terem sido incluídas.
Em cada matéria, são atribuídos três primeiros prêmios, cinco accessits e dez menções honrosas. Dos 14.874 alunos de liceu que participaram da prova em 2009, só 360 foram premiados.
Nada impede de pensarmos que este concurso bicentenário ainda nos prometa descobrir muitos talentos, descendentes de seus ilustres antecessores.






