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França, terra de champanhas
No século XVII, desde sua invenção por um monge genial, só as grandes famílias da nobreza tinham o privilégio de beber champanha. Hoje, sinônimo de festividades e de grandes ocasiões que celebrar, o champanha é um produto de luxo e no entanto acessível, cuja notoriedade mundial honra o made in France.
A produção de champanha é uma arte com muitos séculos de idade, que constitui o orgulho e o prestígio da França no mundo inteiro. Se esse vinho borbulhoso tira seu nome da região do Nordeste da França, a Champanha, é ao Languedoc que devemos o método de vinificação que lhe deu sua especificidade. De fato, então em peregrinação pelo sul da França, o monge da abadia beneditina de Hautvilliers, Dom Pérignon (1638-1715), teve a ideia de reproduzir a prática languedociana nos vinhedos da Champanha. Esse beneditino vanguardista misturou diversas uvas para conservar apenas as qualidades de cada uma. O eclesiástico logo viu a sua audácia recompensada, pois a sua obra logo estaria presente à mesa do Rei Sol, Luís XIV.
Ao longo do tempo, numerosas marcas conquistaram notoriedade e prestígio mundiais: Pérignon, Bollinger, Moët & Chandon, Laurent-Perrier, Mumm, Gosset, Dutz, Pol Roger, Ruinart, Taittinger, Veuve Clicquot Ponsardin etc. Existem hoje cerca de trezentas firmas comerciais de vinho de Champanha. Cerca de dez grupos dominam o mercado, que inclui ainda muitas empresas independentes e florescentes.
Os segredos de fabricação são guardados a sete chaves. Cada uma dessas marcas tem uma assinatura que lhe é própria, mas todas ostentam esse gênio criativo que contribui para o brilho da França no exterior. Não é por acaso que em novembro de 2010 a refeição à francesa, de que o champanha constitui um elemento fundamental, foi reconhecida pela Unesco como parte do patrimônio cultural imaterial da humanidade.
Elaborar um champanha de altíssima qualidade é mais do que uma ciência, é uma arte. Nas festas, o champanha rouba a cena: a extração da rolha faz jorrar o jato borbulhante; as bolhinhas do vinho elevam-se em colunas, em flûtes especialmente reservadas, para serem mais bem apreciadas pelas papilas impacientes dos convivas.






