Allez au contenu Allez à la navigation Allez à la recherche Change language
Sétima Arte
Desde a invenção do cinema em 1898 pelos irmãos Lumière, a França mantém uma relação privilegiada com a Sétima Arte. Mas o país da cinefilia, do Festival de Cannes e da Nouvelle Vague, também é uma terra de comédias de sucesso popular, como é o caso de La Grande Vadrouille (A Grande Escapada) e Intouchables (Amigos Improváveis), e de filmes híbridos e ousados, como The Artist (O Artista), merecedor de múltiplos prêmios internacionais.
La Grande Illusion (A Grande Ilusão), 1937, Jean Renoir : Um filme pacifista sobre a Primeira Guerra mundial. Jean Gabin encarna o personagem de um oficial que, procurando fugir de um campo de prisioneiros, fraterniza com homens de quem, na vida civil, tudo o separa. Rodado nas vésperas da Segunda Guerra mundial, o filme revela o compromisso político de um dos maiores diretores de cinema francês.
Clique na foto para a aumentar
Les Enfants du paradis (O boulevard do crime), 1943, Marcel Carné, realismo poético : “Paris é muito pequena para aqueles que, como nós, se amam com um tão grande amor”. Com diálogos de Prévert, esta história de amor impossível que decorre nos grandes boulevards, no mundo do teatro, assume toda a amplitude graças ao par encarnado por Jean-Louis Barrault e pela inesquecívell Arletty.
Clique na foto para a aumentar
À bout de souffle (Acossado), 1959, Jean-Luc Godard, Nouvelle Vague : Símbolo do vento de mudança que percorreu o cinema francês no final dos anos 1950, o filme foi a ocasião para redescobrir um galã, Jean-Paul Belmondo, no papel que o revelou ao público. O enredo, de um gênero que se situa entre o romance policial e a história de amor, oscila entre o humor e o absurdo, graças a diálogos que se tornaram cult.
Clique na foto para a aumentar
Un homme et une femme (Um Homem, uma Mulher), 1966, Claude Lelouch : “chabadabada, chabadabada”. Com uma música inebriante de Francis Lay e as palavras de Pierre Barouh, Claude Lelouche triunfa em Cannes e no Oscar com este filme de amor mítico. Jean-Louis Trintignant e Anouk Aimée encarnam um par atormentado que se ama, se repele e volta a encontrar-se no cenário mágico de Deauville.
Clique na foto para a aumentar
Les Demoiselles de Rochefort (Duas Garotas Românticas), 1967, Jacques Demy, comédia musical : “Somos duas irmãs gêmeas, nascidas sob o signo de gêmeos”. Uma morena, outra loura, uma cidade e também personagens espalhafatosas. Eis os ingredientes deste filme musical que junta Catherine Deneuve e a sua irmã, Françoise Dorléac, num trama de contradanças amorosas.
Clique na foto para a aumentar
Le Samouraï (O Samurai), 1967, Jean-Pierre Melville, film noir : Jean-Pierre Melville, que inspirou a Nouvelle Vague e é uma referência do film noir, deu a Alain Delon um dos seus papéis mais importantes. O ator, que então se encontrava nos seus anos de glória, encarna o papel de um assassino contratado que vê o cerco fechar-se em torno dele, acabando por se sacrificar de forma enigmática.
Clique na foto para a aumentar
La Nuit américaine (A Noite Americana), 1973, François Truffaut : A “Noite Americana”, é a noite em pleno dia, uma técnica destinada a dar a sensação de obscuridade quando a cena é rodada em plena luz do dia. Truffaut encarna o papel do seu dublê, um diretor em plena filmagem. Além das intrigas no seio da equipe, descobrimos a visão do autor sobre o mundo do cinema.
Clique na foto para a aumentar
Le Grand Bleu (Imensidão Azul), 1988, Luc Besson : O terceiro filme de Luc Besson, uma história sobre a rivalidade fraterna no mundo do mergulho em apnéia, conquistou o público francês, seduzido igualmente pelo duo formado por Jean Reno e Jean-Marc Barr. A música do filme, do qual foram vendidos mais de 3 milhões de discos, valeu um César ao compositor Éric Serra.
Clique na foto para a aumentar
Indochine (Indochina), 1992, Régis Wargnier : No momento em que a Indochina francesa vivia os seus últimos anos, desenrola-se um drama entre uma mãe e a filha adotiva, pelo amor de um homem. Neste panorama histórico, premiado com um Oscar, Catherine Deneuve encontra um papel à sua medida, o de uma mulher forte e emotiva, confrontada aos abalos da descolonização.
Clique na foto para a aumentar
Les Visiteurs (Os Visitantes), 1993, Jean-Marie Poiré : Depois de uma mal sucedida viagem no tempo, dois habitantes da Idade Média encontram-se em pleno século XX. Esta comédia, verdadeiro fenômeno de bilheteria logo após a sua estréia, é um belo triunfo do humor à francesa, consagrando o trio constituído por Valérie Lemercier, Christian Clavier e Jean Reno.
Clique na foto para a aumentar
Venus beauté (Institut) (Instituto de Beleza Vênus), 1998, Tonie Marshall : A vida de um salão de beleza, das mulheres que lá trabalham e dos homens que cruzam as suas vidas. Tonie Marshall dirige Nathalie Baye, Mathilde Seigner e Audrey Tautou nesta comédia agridoce sobre a condição feminina e as desilusões do amor. Reconhecido pela crítica, ganhou quatro Césars, entre os quais o de melhor filme.
Clique na foto para a aumentar
Le goût des autres (O Gosto dos Outros), 2000, Agnès Jaoui : Para a sua primeira passagem por trás da câmara, Agnès Jaoui, roteirista e atriz famosa do cinema francês, esboça uma comédia social tal como ela gosta de escrever com Jean-Pierre Bacri. Trata com ironia as diferenças culturais entre uns e outros, sempre prontos para julgar, mas ao mesmo tempo cheios de complexos.
Clique na foto para a aumentar
Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), 2001, Jean-Pierre Jeunet : Amélie Poulain é a fada-madrinha de Montmartre, uma jovem simples e generosa que decidiu fazer a felicidade do próximo. Desde a rua Lepic até ao carrossel do Sacré-Cœur, passando pelo canal Saint-Martin, Audrey Tautou encarna esta personagem poética, desde então conhecida nos quatro cantos do mundo.
Clique na foto para a aumentar
Astérix et Obélix, Mission Cléopâtre (Astérix e Obélix – Missão Cleópatra), 2002, Alain Chabat : Na segunda adaptação para o cinema de uma das histórias em quadrinhos francesas mais populares, os heróis gauleses vão ao Egito socorrer a bela rainha Cleópatra. Desempenhado por um leque de estrelas francesas, o filme é inundado pelo humor do seu diretor, Alain Chabat, proveniente do mítico grupo dos Nuls.
Clique na foto para a aumentar
Le Pianiste (O Pianista), 2002, Roman Polanski : Roman Polanski adaptou a história verdadeira de um pianista judeu-polonês, apanhado na armadilha do gueto de Varsóvia durante a Segunda Guerra mundial e que foi salvo por um oficial alemão. Entre outros prêmios, o filme ganhou a Palma de ouro em Cannes, o Oscar do melhor diretor e o César de melhor filme.
Clique na foto para a aumentar
La Marche de l'empereur (A Marcha dos Pingüins), 2004, Luc Jacquet : Este documentário relata a vida de um casal de pingüins-imperador e da sua cria na Antártica. A originalidade do filme reside na voz off, relato na primeira pessoa dos três personagens. A filmagem, que durou mais de um ano com temperaturas de cerca de -40º C, foi também uma autêntica aventura humana.
Clique na foto para a aumentar
Les Choristes (A Voz do Coração), 2004, Christophe Barratier : Alguns anos depois do fim da Segunda Guerra mundial, um professor de música aceita, posto que nada melhor a ele se apresenta, o trabalho de vigia num internato de recuperação de menores. Gérard Jugnot encarna este professor de coração grande, que muda a vida dos jovens alunos, apresentando-os para a música graças ao coral por ele criado.
Clique na foto para a aumentar
De battre mon cœur s'est arrêté (De Tanto Bater, Meu Coração Parou), 2005, Jacques Audiard : Um jovem que vive num universo violento tem um impulso que o leva a decidir retomar os estudos de piano para ter sucesso num teste. Niels Arestrup e Romain Duris contracenam numa complicada relação pai-filho neste filme que ganhou oito Césares e assinala o reencontro de Jacques Audiard com o público.
Clique na foto para a aumentar
La Graine et le Mulet (O Segredo do Grão), 2007, Abdelatif Kechiche : Um operário desempregado decide utilizar o seu seguro-desemprego para abrir um restaurante numa péniche (barcaça). Depois de “l'Esquive” (A Esquiva), primeiro filme de sucesso, o diretor Abdelatif Kechiche regressa com uma história sobre a filiação. Diversas vezes premiado, La graine et le mulet ganhou, notadamente, o César do melhor filme.
Clique na foto para a aumentar
La Môme (Piaf – Um Hino ao Amor), 2007, Olivier Dahan : O filme que permitiu que Marion Cotillard ganhasse o Oscar de melhor atriz, relata a vida de Édith Piaf, cantora popular que conheceu glória e dramas. Para encarnar esta personagem excepcional, a atriz transfigurou-se efetivamente, submetendo-se a seis horas diárias de maquiagem.
Clique na foto para a aumentar
Persepolis, 2007, Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud : A autora de história em quadrinhos de origem iraniana adaptou a sua própria autobiografia a um filme de animação que, da lei dos mulás até à solidão das ruas de Viena, percorre a movimentada história do Irã e revela as feridas íntimas da personagem que nele é relatada. O filme recebeu o prêmio do Júri em Cannes.
Clique na foto para a aumentar
Coco avant Chanel (Coco antes de Chanel), 2009, Anne Fontaine : Audrey Tautou encarna a estilista antes da criação da marca Chanel, quando a aprendiz de costura procura escapar a um destino previamente traçado. Além dos primeiros amores, das primeiras armas utilizadas na sociedade e, sobretudo, do nascimento de um estilo, o filme descreve uma mulher com uma personalidade forte que, acima de tudo, é apaixonada pela liberdade.
Clique na foto para a aumentar
Un prophète (O Profeta), 2010, Jacques Audiard : Fenômeno do Festival de Cannes de 2010, o filme narra a iniciação de um jovem delinqüente por um padrinho da máfia da Córsega. Descrevendo sem fazer concessão o universo violento da prisão, Jacques Audiard dirige neste filme um ator principiante, Tahar Rahim, uma verdadeira revelação que recebeu numerosos prêmios pelo seu desempenho.
Clique na foto para a aumentar
Des hommes et des dieux (Homens e Deuses), 2010, Xavier Beauvois : O dia-a-dia de um mosteiro perdido nas montanhas argelinas, numa altura em que a guerra civil fazia com que fossem sentidas pelos seus membros ameaças cada vez mais pesadas. Neste filme, que é uma adaptação livre de uma história real, Xavier Beauvois presta homenagem aos monges que preferiram ficar em Tibhirine embora colocassem em perigo a sua própria vida.
Clique na foto para a aumentar
The Artist (O Artista), 2011, Michel Hazanavicius : Filme que venceu inúmeros prêmios, dos Césares aos Globos de Ouro, fechando o ciclo com chave de ouro ao obter cinco Oscars, um verdadeiro recorde para um filme francês. O destino excepcional deste filme mudo e em preto e branco também agraciou Bérénice Bejo e Jean Dujardin, que também foram premiados diversas vezes.
Clique na foto para a aumentar











