Allez au contenu Allez à la navigation Allez à la recherche Change language

Exposição 1917, no centro Pompidou de Metz

Arte e cultura Museus Notícias Lorena 20º e 21º séculos

Exposição 1917, na cidade de Metz

A visita começa por um percurso onde entramos em contato com as diferentes reações dos artistas face aos acontecimentos daquele ano, de acordo com sua implicação no conflito. © Centro Pompidou de Met / Rémi Villaggi

Partilhe:viar esta página para um amigo Compartilhar no facebook Twitter

Marcado pelos conflitos internacionais e pelas tragédias da Grande Guerra, o ano de 1917 também foi um período rico em termos de produção artística. Em Metz, uma exposição reúne centenas de obras concebidas naquele ano, revelando assim a influência da guerra na arte.

Até o dia 24 de setembro de 2012, o centro Pompidou de Metz, no leste da  França, convida os visitantes a admirar a produção artística do ano de 1917. Muito além dos lugares-comuns sobre a arte da guerra, o visitante vê-se diante de uma exposição que coloca em questão a criação artística em tempos de guerra e concentra-se na grande diversidade das obras criadas em um período reduzido.

A exposição é dividida em duas partes, a primeira dedicada à multiplicidade das reações dos artistas diante da guerra, e a segunda ao estudo do vínculo entre destruição, reconstrução e criação.

A arte e a guerra

A visita começa por um percurso onde entramos em contato com as diferentes reações dos artistas face aos acontecimentos daquele ano, de acordo com sua implicação no conflito. Pinturas, manuscritos, fotografias, esculturas… Os visitantes se deparam com obras muito distintas, de autoria de artistas conhecidos ou anônimos, como acontece com “a arte das trincheiras”. Em seguida, a visita segue pela grande nave na qual estão expostas obras cujos temas são a destruição, a reconstrução, a proteção e a camuflagem, com uma ala dedicada especificamente ao mundo do teatro.

Parade, a maior obra do mundo da autoria de Picasso

Entre as obras ligadas ao teatro exibidas nesta exposição, uma vai atrair particularmente a sua atenção. Trata-se da cortina de palco criada por Pablo Picasso para o espetáculo de balé Parade, encenado em 1917 no teatro Châtelet, em Paris. Com 170 metros quadrados, é a maior obra, em termos de tamanho, do pintor espanhol. Conservada pelo museu Pompidou, museu nacional de arte moderna, há duas décadas que essa obra monumental não era exibida ao público francês.